Ano XVII n° 66
Salvador, dez.2009 / mar.2010

 

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Entrevista
“Gostamos de uma boa conversa!”
Álamo Pimentel



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Artigos

Formação como cuidado: uma forma de abertura do mundo
Liége Sitja Fornari


Sob o enfoque da fenomenologia hermenêutica, a autora se propõe a refletir sobre a formação com base nos estudos de Heidegger e Honoré, que abordam o tema a partir de uma perspectiva ontológica. Sua reflexão manifesta o impacto causado pela formação no fazer da pessoa que a vivencia.

Escrever e divagar – Narrar e formar: escritas, diários e formação docente
Elizeu Clementino de Souza

O registro pedagógico é um dos rituais vividos no cotidiano escolar por jovens professoras em formação inicial acompanhadas pelo autor, que analisa e sistematiza dimensões teórico-metodológicas das escritas ordinárias e, mais especificamente, dos diários como perspectiva (auto) formativa no campo da formação de professores.

Falar do Eu e tornar-se profissional. As narrativas de experiência na formação profissional
Catherine Schmutz- Brun

Questiona a ligação quase paradoxal entre formar e ensinar, mostrando como foi criado um módulo de formação para responder a esse cuidado de articular o “para que nós formamos professores como nós” e a “maneira como cada profissional da educação se põe na prática e em reflexão para se formar”.

Ensaios autobiográficos: entre estórias e histórias da iniciação docente
Tatyana Mabel Nobre Barbosa e Maria da Conceição Passeggi

As autoras inscrevem os ensaios autobiográficos, no contexto do estágio supervisionado para formação de professores, como alternativa ao uso canônico dos relatórios técnico-científicos, ao mesmo tempo que mobilizam um processo reflexivo e autoral de licenciandas.

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O X da Questão

No processo formativo do estudante, há espaço para as narrativas?
Para começo de conversa: incentivar os professores a narrar!
Guilherme do Val Toledo Prado
Escola: um espaço privilegiado para as narrativas
Ana Lêda Vieira Barreto
A narrativa a favor da formação inicial e permanente do(a) professor(a) da Educação Básica
Carmen Sanches Sampaio

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Tertúlia com...
Bartolomeu Campos de Queirós pelas lentes de Antes do Depois
Ebe Maria de Lima Siqueira

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Refletindo o fazer
As narrativas de uma formação: caminhos e aprendizagens de uma experiência formativa
Marcea A. Sales

Relata uma experiência formativa desenvolvida na região do Sertão baiano, com professores da rede municipal de ensino Irecê (BA), na qual são considerados os diferentes contextos em que se dá a educação, seus distintos tempos e espaços.

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Editorial
Quem conta um conto, aumenta um ponto, expande o parágrafo e reescreve a história - ou Da nossa incrível capacidade de narrar!

Narrar, partilhar uma experiência, é próprio da cultura humana. Narramos para criar e fortalecer vínculos, para registrar um acontecimento, para levar ao outro algo que só os olhos de poucos presenciaram. Cada vez que narramos, aperfeiçoamos a experiência humana. Vamos além do que foi contado, experimentado, alcançado e, dessa forma, novas narrativas surgem. Retrocedendo nesse ciclo contínuo, podemos voltar às primeiras narrativas humanas registradas: as pinturas rupestres. Nossa capa faz homenagem a essas histórias do cotidiano na região da Serra da Capivara, no Piauí. Experiência foi a palavra que nos guiou nesta edição. Assim, convocamos o professor Elizeu Clementino Souza (PPGEduC/Uneb) para nos assessorar na organização dos artigos que se seguem, os quais tomam práticas de pesquisa-formação no contexto das narrativas na formação docente. Duas experiências contribuíram para esta edição: a primeira vincula-se às pesquisas desenvolvidas no âmbito do GRAFHO – Grupo de Pesquisa (Auto)biografia, Formação e História Oral – e a segunda desdobra-se como ação do Projeto “Pesquisa (auto)biográfica: docência, formação e profissionalização”, realizado numa parceria entre a UNEB, a UFRN e a USP, financiado pelo Edital Programa Nacional de Cooperação Acadêmica – Novas Fronteiras (PROCAD-NF/CAPES). O professor Elizeu colaborou ainda apresentando sua pesquisa sobre os diários de professoras iniciantes, nos quais analisou os rituais escolares e os dispositivos pedagógicos que influenciam na prática do estágio. Esse período também é o foco da professora Catherine Schmutz-Brun, que apresenta suas observações sobre os espaços de formação e reflexão dos professores iniciantes na Universidade de Genebra - Suíça. Outros relatos chegaram até nós. O impacto que a prática da formação causa no fazer do docente que a vivencia é o ponto desenvolvido pela professora Liege Fornari. Já Tatyana Barbosa e Maria da Conceição Passeggi, professoras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, refletem sobre o uso de ensaios (auto)biográficos como alternativa aos tradicionais relatórios técnicos solicitados aos estudantes no contexto do estágio supervisionado. A essas vozes juntam-se ainda a do professor Álamo Pimentel, que nos conta sobre a compulsão humana por histórias, bem como os possíveis usos e benefícios que as narrativas oferecem à prática escolar; a da professora Ebe Siqueira, que toma a poesia e o seu encantamento para dialogar com a vida e obra de Bartolomeu Campos de Queirós; e a da professora Marcea Sales, que retrata os diferentes contextos em que se dá a educação, seus distintos tempos e espaços. Mas essas narrativas encontram espaço na escola? Se essa é a sua dúvida, leitor, os professores Guilherme Prado, Ana Lêda Barreto e Carmen Sampaio apresentam seus pontos de vista sobre essa provocante questão. Essas são mais algumas histórias que agora se somam a outras já publicadas pela Presente!. Esperamos que você, leitor, teça novos fios, revisite os pontos e potencialize suas histórias de vida-formação. Feliz Natal e um 2010 pleno de novas e boas histórias!

Equipe Presente!



 
 

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