Ano XVI n. 60 Salvador, Março 2008 /Maio 2008  

 

 


Ano XVI nº 60
Salvador, mar / mai 2008


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Entrevista
Da obrigação de ser feliz
Rosely Sayão

 

Artigos

Sobre o riso com expectativa de ressonâncias
Lícia Maria Freire Beltrão

com base em estudos mais amplamente feitos sobre o riso, apresenta questões atinentes ao assunto num enfoque pedagógico, considerando opiniões de diferentes autores na expectativa de estimular o debate entre leitores educadores – uma das formas de ressonância.

Não mostre os dentes que eles tomam conta”: aproximações da educação com o humor
Sergio Andrés Lulkin

revela uma forma singular de apreensão dos diferentes modos de atuar dos professores e da presença do humor na educação escolar, destacando quatro atitudes em direção ao conhecimento do humor e do riso: a observação, a escuta, a abertura para o outro e a disposição para o jogo.

Humor e ensino de língua portuguesa: uma união possível?
Claudia Moura da Rocha

defende a união entre o humor e a língua portuguesa, pois acredita que ela gere bons frutos para o ensino de língua materna. Mostra que é possível, aproveitando o texto de humor em sala de aula, estimular alunos críticos e reflexivos, mais conscientes dos recursos expressivos que a sua língua oferece.


O riso: entre a filosofia e o pensamento
Leila Lurdes Gerlach Riger

aborda o Riso como um modo de Pensamento e como potência para o movimento do pensar quando unido à Ironia e à Alegria e sob o olhar da Filosofia.

 

corporeidade no fenômeno do educar
Miguel Almir Lima de Araújo

tece relações entre a corporeidade e o educar, compreendendo este como cuidado com os valores e Sentidos e como cultivo dos sensos perceptivos, da sensibilidade e imaginação criantes, do pensamento encarnado, do elã vital.

 

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O X da Questão

Que riso cabe na escola?
Lugares do riso na escola e no currículo

José Carlos Rêgo
O primeiro riso
Márcia Denise de Oliveira Godoy

 

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Tertúlia com...
Henfil – um guerrilheiro do cartum
Márcio Malta

 

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Refletindo o fazer
Humor na escola – um projeto sério
Aerlon Charles Araújo e Silva

conta sobre o projeto Humor na Escola, fruto de uma parceria entre a Fundação Nacional do Humor e a Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Piauí, que tem entre seus principais objetivos inserir o desenho de humor como ferramenta educacional, articular o debate cultural acerca do desenho gráfico e difundir as linguagens artísticas no interior das escolas públicas.

 

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A construção do currículo: categorias freireanas
Mere Abramowicz

ao relatar uma experiência realizada na disciplina Estudos Avançados em Currículo do curso de pós-graduação em Educação: Currículo da PUCSP, demonstra que é possível a articulação entre a Universidade e a Escola Pública através da construção coletiva de um currículo numa perspectiva emancipatória e em sintonia com a visão freiriana de educação.

 

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Editorial
Parabéns, CEAP!

Afinal, manter-se atuante por 15 anos, completados agora neste mês de março, num território tão adverso como o da educação, é motivo de felicidade. Assim, a publicação da 60a. edição da Presente! também festeja esta data tão especial. Que Deus nos dê muitos anos de vida para, sob inspirações inacianas e freireanas, permanentemente descobrir modos de sorrir nas nossas escolas! Queremos, portanto, “saborear intimamente” alguns frutos do trabalho de então; queremos comemorar o sucesso de atividades como o Seminário das Escolas Populares e o Fórum de Educação CEAP, a realização de inúmeros projetos de formação continuada de professores, as conquistas dos estudantes acompanhados pelo Adoção Escolar a Distância, o prestígio da Presente! na escola e na academia, enfim, a credibilidade conquistada pelo CEAP dentro da comunidade educativa brasileira. Como vê, leitor, nossa alegria é grande; não podemos conter o riso, mas riso comprometido e solidário que, acreditamos, faz a diferença numa sociedade como a nossa, aterradoramente individualista. Riso sério, sincero, com o outro, que é cúmplice, parceiro como a professora Ana Rita Ferraz, leitora e colaboradora de muito tempo, que, com a sua provocação e preciosa consultoria, sugeriu o mote deste número – O Riso na Educação. Esboçando um sorriso, essa profissional nos encantou com a pertinência da sua proposta. Assim, com a humildade de quem pouco conhecia o terreno e com a consciência de que a complexidade do tema não permitiria esgotá-lo aqui, concentramo-nos nos estudos e reflexões que, agora, apresentamos a você, leitor, sob vários pontos de vista (pedagógico, psicológico, filosófico, histórico, artístico, lingüístico...).Tal riqueza, enfatizada pela sensibilidade dos nossos autores-colaboradores, escancarou nosso sorriso. Tomara esse riso, verdadeiro, conseguido à custa de muito esforço, ressoe entre as paredes das escolas brasileiras, sendo um presente para todos nós. Procedamos, pois, como nos ensina Clarice Lispector: “Ainda que haja noite no coração, vale a pena sorrir para que haja estrelas na escuridão”.

A equipe